Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Organização, Edição Nº 290 - Set/Out 2007

Tarefas necessárias para um PCP mais forte

por Revista «O Militante»

O Comité Central do PCP aprovou na sua reunião de 12 e 13 de Janeiro unia importante Resolução sobre o reforço do Partido em 2007 com o lema consolidar, crescer, avançar!” dando continuidade e nova projecção ao movimento geral de reforço da organização partidária “Sim, é PossÍ~e1! Um PCP mais forte”. O balanço do reforço cio Partido no primeiro semestre de 2007, na concretização dessa Resolução, revela progressos reais. Embora aquém das possibilidades e a exigir uma forte dinamização do trabalho para que sejam alcançados os objectivos apontados.



A concretização das orientações e objectivos decididos para o reforço do Partido, que a realidade política e sociais colocam com cada vez maior actualidade, exige urna maior concentração da atenção do colectivo partidário, articulando esse trabalho com as exigências da acção de massas e da intervenção política.



O período de Setembro a Dezembro é de grande exigência política em que se destaca: o combate à ofensiva do Governo e (do grande capital; a necessidade da intensificação da luta de massas, a partir da acção reivindicativa na base convergindo na mobilização para a grande manifestação nacional de 18 de Outubro; a atenção a (lar aos movimentos de massas em particular ao Movimento Sindical Unitário e a iniciativa e a afirmação do Partido, das suas propostas e projecto designadamente a Conferência Nacional do PCP “Outro rumo. Nova política ao serviço do povo e do país.”.



A dimensão destas tarefas é por si só suficiente para esgotar a capacidade da organização partidária. E por isso indispensável encontrar formas de trabalho e níveis de resposta que assegurando o êxito destas linhas de intervenção não remetam para segundo plano as medidas de reforço do Partido que assumem rio actual contexto uma importância fundamental e estratégica.



A resposta a esta questão passa em primeiro lugar pela atitude e concepção dos organismos de direcção e pelos quadros mais responsáveis e coloca desde já um grande desafio e tensão de forças no trabalho de direcção.

A maior dinâmica das medidas de reforço do Partido a partir de Setembro, exige urna avaliação por parte de cada organização do trabalho realizado até agora e a programação e calendarização da acção a desenvolver até ao fim do ano para concretizar os objectivos, com a definição de iniciativas, tarefas e responsabilidades correspondentes. O controlo de execução, contributo para ultrapassar dificuldades, obstáculos e rotinas e meio de ajuda aos quadros, é fundamental.



Estão assim colocados para o segundo semestre de 2007 alguns aspectos centrais do reforço da organização partidária.



A questão do alargamento da capacidade de direcção, central para o reforço do Partido e da sua intervenção, vencendo estrangulamentos, responsabilizando quadros e promovendo o seu acompanhamento. E necessário avaliar melhor a situação actual dos quadros responsabilizados o ano passado e assegurar urna efectiva responsabilização no plano executivo, em particular de jovens e quadros operários e outros trabalhadores.



A formação política e ideológica com a necessidade de elevar a consciência da importância da formação (dos comunistas e de assegurar a programação final dos cursos para os últimos meses (do ano de modo a atingir o objectivo de 1 000 quadros a participarem em cursos de formação durante este ano.



O reforço da organização e intervenção do Partido nas empresas e locais de trabalho, componente essencial da organização partidária, da sua força e influência, que exige o prosseguimento da aplicação (das medidas apontadas, enriquecidas com as experiências da Greve Geral. Neste plano são questões centrais: a organização de mais camaradas a partir tias empresas e locais de trabalho (transferência e/ou ligação de membros do Partido com menos de 55 anos, integração prioritária de camaradas recrutados e contactos da JCP): o alargamento tio número de células e outras organizações a funcionar; a intensificação da intervenção política e de massas; a responsabilização de quadros e o acerto da definição de empresas e locais de trabalho prioritários. Saídos de fase marcada pelas férias que afecta o funcionamento de muitas organizações e leva mesmo à paralisação de algumas, é necessário adoptar medidas que garantam prontamente o reinício do funcionamento dos organismos e organizações de empresa e local de trabalho existentes.



A dinamização das organizações de base, assegurando o seu funcionamento e intervenção. Importa face à definição e levantamento de 2006 e à actualização de início de 2007 fizer a avaliação da situação estimulando o seu funcionamento efectivo, a sua acção colectiva e a sua intervenção sobre os problemas e aspirações dos trabalhadores e tias populações das áreas cru que actuam. Uma questão importante é o aproveitamento das Assembleias preparatórias da (Conferência Nacional para a realização de Assembleias das Organizações de base. Tal perspectiva implica a convocação do maior número possível de assembleias para a eleição dos delegados e debate do conteúdo da Conferência aproximando-se da eleição de um delegado à Conferência em cada Assembleia) e a convocação para o mesmo dia da Assembleia da Organização respectiva.



O crescimento das receitas próprias, em particular das quotizações dos militantes. A discussão mensal com cada organismo da situação do pagamento— to e do valor das quotizações a partir da necessária implementação do programa de controlo das quotizações é uni elemento importante para a elevação tias receitas. As questões essenciais continuam a ser o alargamento da consciência de cada membro do Partido da importância do pagamento tia sua quotização e o aumento do número de camaradas com a responsabilidade de recebimento de quotizações.



Indissociáveis destas linhas prioritárias estão outros aspectos de grande importância ia para a acção do Partido: o acompanhamento regular da evolução da venda do Avante! de modo a atingir o objectivo nacional de venda de mais mil exemplares por semana até Março de 2008 e o prosseguimento da angariação) de assinaturas de «O Mi1itante» o desenvolvimento do trabalho de informação e propaganda com a criação e reforço de estruturas, mobilização de meios, afirmando métodos provados e promovendo a inovação e o recurso a novos instrumentos; a integração dos membros do Partido em organismos, com prioridade para os camaradas que têm um papel activo: o recrutamento de novos militantes e a sua integração, e o prosseguimento do esclarecimento da situação dos membros do Partido.



E um programa de trabalho exigente para o reforço do Partido Comunista Português, baseado em orientações de que resultam múltiplas pequenas tarefas que são levadas à prática por milhares de militantes, concretizando decisões e tomando a iniciativa com criatividade e dinamismo. Um programa de trabalho que convoca e materializa uma poderosa e aliciante acção colectiva que torna possível um PCP mais forte, sempre ligado à classe operária, aos trabalhadores, à juventude, ao povo português, sempre orientado para responder aos seus problemas e aspirações e à exigência de um Portugal com futuro, sempre alicerçado no seu grande projecto de uma sociedade e um mundo mais justos.