Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Organização, Edição Nº 358 - Jan/Fev 2019

Decididamente reforçar o Partido

por Revista «O Militante»

Os desenvolvimentos recentes, decorrentes da evolução da situação nacional e duma situação internacional e europeia cujas implicações são projectadas no plano nacional com condicionamentos e chantagens institucionais, uma ofensiva intensa e diversificada no plano ideológico e uma acção prática de provocação e dispersão, colocam novas exigências.

Uma situação que implica resposta e iniciativa tendo em conta os objectivos do Partido, que devem estar sempre presentes em toda a sua dimensão.

É neste quadro que, para o ano de 2019, foram definidas linhas de orientação, prioridades e iniciativas, aprovadas pelo Comité Central na sua reunião de 10 de Dezembro.

Linhas de orientação que integram a iniciativa política sobre os problemas concretos dos trabalhadores e das populações e sobre a política e a alternativa patriótica e de esquerda necessárias ao país.

Que apontam como linha de orientação essencial o desenvolvimento da luta de massas, envolvendo a luta dos trabalhadores, das diversas classes e camadas sociais anti-monopolistas, em particular dos trabalhadores a partir das empresas e locais de trabalho, de fortes acções sectoriais, impulsionando justas reivindicações, adoptando as formas de luta adequadas, ultrapassando atrasos e apatias, combatendo provocações e acções divisionistas. Um desenvolvimento da luta de massas, que tem como momentos marcantes a manifestação nacional de mulheres de 9 de Março, a manifestação nacional da juventude trabalhadora de 28 de Março, o 25 de Abril, cujo 45.º aniversário estamos a assinalar, e particularmente o 1.º de Maio como grande jornada de luta a construir desde já. privilegiado

O desenvolvimento da luta de massas é, por sua vez, indissociável do fortalecimento das organizações unitárias de massas, do movimento sindical unitário, das comissões de trabalhadores, representantes para a segurança e saúde no trabalho, tendo presente que só no âmbito do movimento sindical se vão realizar, nos próximos dois anos, 90 eleições e congressos, incluindo o Congresso da CGTP-IN que o seu Conselho Nacional convocou para 14 e 15 de Fevereiro de 2020.

O trabalho político unitário no desenvolvimento da acção e da convergência com os democratas e patriotas em variadas frentes, constitui também uma importante linha de orientação.

Importante linha de orientação constitui igualmente o trabalho para as batalhas eleitorais já marcadas para 2019: eleições para o Parlamento Europeu a 26 de Maio, eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira em 22 de Setembro, e eleições para a Assembleia da República em 6 de Outubro, com um trabalho geral e específico a iniciar já em Janeiro.

Entretanto, no quadro das linhas de orientação e prioridades, uma tarefa maior se coloca aos organismos de direcção, aos quadros e militantes a todos os níveis: a necessidade de associar às tarefas referidas um trabalho intenso e persistente para o reforço do Partido, condição indispensável para que esteja em condições de cumprir o seu papel na complexa situação actual e no futuro, sejam quais forem as condições em que tenha de agir.

Apreciando o andamento da acção de reforço do Partido na concretização das orientações inscritas na Resolução do Comité Central de 20 e 21 de Janeiro de 2018, assinalam-se simultaneamente resistências, insuficiências e avanços.

Destaca-se a realização de um elevado número de assembleias das organizações, a renovação, rejuvenescimento e responsabilização de quadros, o contacto directo com mais de vinte mil membros do Partido no processo de entrega do novo cartão e de elevação da militância, uma discussão mais alargada sobre os princípios de funcionamento do Partido, a sua importância e a necessidade da sua aplicação prática e avanços relativamente ao reforço da organização e intervenção nas empresas e locais de trabalho, incluindo na acção 5 mil contactos.

São de grande importância e actualidade as dez linhas de orientação apontadas na Resolução do Comité Central de Janeiro de 2018 para o prosseguimento do trabalho de reforço do Partido em 2019, e, entre estas, a prioridade que constitui o reforço do trabalho de direcção e a responsabilização de quadros, a aplicação prática dos princípios de funcionamento do Partido, a entrega do novo cartão de membro do Partido e a elevação da militância e o reforço da organização e intervenção nas empresas e locais de trabalho.

Uma questão essencial é o Partido preparar-se com todas as medidas necessárias para responder à situação e às tarefas que esta determina, desde logo no plano da responsabilização de quadros a todos os níveis para tarefas permanentes e de medidas excepcionais para responder às tarefas específicas deste ano. Aspecto que envolve a avaliação de disponibilidade de muitos camaradas e a consideração de mais camaradas para funcionários do Partido, ou a subsidiar para diversas tarefas concretas. E falando de quadros e dos militantes do Partido é também indispensável elevar a preparação, a disciplina, a resistência às várias linhas de ofensiva, aumentar o estado de prontidão, a mobilização e iniciativa para um combate onde vamos ter que envolver todas as forças, ao mesmo tempo que temos de ampliá-las. Uma preparação, mobilização e iniciativa que integra a realização de reuniões e plenários de militantes, dando oportunidade de participação ao conjunto dos membros do Partido.

Outra questão essencial é a necessidade de desenvolver, activar e aproveitar a organização nas empresas e locais de trabalho.

O reforço da organização e intervenção nas empresas e locais de trabalho, implica medidas a vários níveis designadamente: o destacamento de quadros; a criação e regularização do funcionamento de organismos; a criação e fortalecimento de células; a articulação do reforço orgânico com a luta reivindicativa e a iniciativa e intervenção política do Partido. É necessário ter organização e é indispensável que ela funcione centrada nos problemas, aspirações e reivindicações dos trabalhadores, na elevação da sua consciência de classe e política, no fortalecimento da sua unidade e organização, condição indispensável para a luta com êxito pelos seus objectivos.

Um trabalho em que se destaca a necessidade de tomar novas medidas para acelerar e generalizar a dinâmica em curso no contacto com 5 mil trabalhadores no activo para lhes falar sobre o PCP, e sobre a necessidade de apoio e da adesão ao Partido de modo a alcançar o êxito desta acção de particular significado para o reforço actual e futuro do Partido.

A acção dos 5 mil contactos é todo um programa de reforço do Partido, que não foi ainda apreendido em toda a sua dimensão. Insere-se numa resposta imediata e numa iniciativa de estruturação do Partido com implicações profundas para o futuro, que temos abordado e iremos aprofundar.

A acção é para levar até ao fim. Para chegar aos objectivos de contactos, e assegurar a integração dos novos militantes, atribuindo-lhes um organismo e uma tarefa, criando novas células, incluindo células com camaradas de várias empresas, e, ao mesmo tempo, prosseguir as conversas com os trabalhadores com quem se conversou e que não aderiram ainda ao Partido, fornecendo-lhes informação e envolvendo-os no plano das estruturas unitárias dos trabalhadores e no trabalho directo do Partido.

A situação que vivemos coloca a necessidade de prosseguir e intensificar o trabalho de reforço do Partido. Um trabalho que não pode ficar para trás, porque como muito bem dizemos: o Partido é necessário, indispensável e insubstituível.