Proletários de todos os países: UNI-VOS! PCP - Reflexão e Prática

Tema, Edição Nº 365 - Mar/Abr 2020

Informação e comunicação – mistificação e linhas de resposta

por Carlos Gonçalves

Este texto foi construído a partir de elementos trabalhados colectivamente e utilizados recentemente num curso de Partido e foi enriquecido nessa experiência.

A informação, comunicação e propaganda do Partido constitui um instrumento imprescindível para «efectivar a ligação às massas, mobilizar para a luta, densificar a intervenção, alargar a influência e reforçar a organização» 1, para afirmar as propostas, os ideais e o projecto comunista. É claro que a informação e comunicação do Partido não ocorrem em espaço «neutro», mas sim em sistema capitalista, por isso numa situação de agravamento da crise geral do capitalismo e de agudização da luta de classes, a intervenção do PCP confronta-se com condições muito adversas, de profunda mistificação ideológica, discriminação informativa e grave ameaça antidemocrática.

Este é um quadro cada vez mais evidente, mas nem por isso percebido em toda a dimensão da sua iniquidade e das implicações políticas, ideológicas e de massas, e menos ainda adquirido na intervenção e resposta, na informação, comunicação e propaganda para uma alternativa patriótica e de esquerda e a superação revolucionária da organização social capitalista.

O que determina este quadro de mistificação, discriminação e ameaça são os constrangimentos sócio-económicos e políticos que exprimem as relações de produção nesta fase do capitalismo. Quem decide é o poder das classes dominantes, do capital financeiro, dos monopólios que determinam a superestrutura e comandam a política de classe, de concentração e centralização de capitais e riqueza, de exploração e opressão, e que impõem e potenciam, à escala de massas, ideias, conceitos, valores e anti-valores do capitalismo, decorrentes da sua natureza e assentes nos seus instrumentos de dominação ideológica.

Assume grande centralidade a concentração de propriedade dos media. Em Portugal, cinco grupos económico-mediáticos 2 controlam a informação e o entretenimento «nacional», e podem passar a quatro se não for travada a compra do grupo Media Capital/TVI pelo grupo Cofina/Correio da Manhã. O pouco que ainda sobra no sector público da comunicação social – LUSA e RTP –, após décadas de desgaste pelos media privados, pela política de direita e os seus governos, está muito debilitado e subordinado à mesmíssima orientação editorial dos grupos económico-mediáticos.

É cada vez mais profunda e obscura, mais asfixiante e imperativa a interpenetração destes grupos «nacionais» com a rede estratégica multinacional das maiores agências de imprensa, grandes jornais de «referência» e «faits divers», redes de televisão intercontinental de «informação» e entretenimento, super-«fábricas» de conteúdos, de reescrita da história, cromos da bola, e «cenas cor-de-rosa», mega-indústrias de telecomunicações, omnipresentes plataformas do digital e omniscientes redes sociais virtuais: Reuters, Associated Press, New York Times, Prisa, Altice, CNN, Fox, Google, FaceBook, Instagram, YouTube, etc.. E é cada vez mais dependente a sua inter-relação com a teia de participações financeiras cruzadas do «trust» de grandes grupos económico-mediáticos e digitais e de grandíssimos bancos e empresas financeiras em articulação «global».

Estes são os factores estruturais, a que se juntam os conjunturais, da situação e da experiência histórica do país e de cada classe, camada e sector social, que determinam o grau de evolução ou de atraso da consciência social e política dos trabalhadores e das massas em cada momento.

Campanhas de mistificação

Os media dominantes, jornais, rádios, e televisões, com o seu grande impacto, mais os sites de notícias na internet, preenchem o espaço informativo com um acervo de «notícias» que, em muitos casos, não o são verdadeiramente, porque não tratam os factos reais, com informação rigorosa, verificação das fontes e do contexto, identificação de opiniões e comentários e atenção ao contraditório.

Muitas vezes são meros «enlatados» dos grandes grupos media, centrais de informações e operações do imperialismo, ou «fontes de confiança», paginados por precários sem estatuto nem hipótese de fazer jornalismo e tendencialmente por novos programas informáticos 3. Ou então são textos de opinião apologéticos, mais ou menos disfarçados, ou «posts» de uma qualquer rede social, pseudo-«caóticos», mas na verdade coniventes com as teses dominantes, em que o título da «notícia» é ditado pelo editor para encaixar na campanha de mistificação em curso.

Muitas outras vezes, porque hoje a concorrência entre os media passa muito pela velocidade e espectacularidade, num quadro em que as várias televisões abrem os noticiários à mesma hora, com o mesmo acontecimento ou «faits divers», tal como os jornais publicam a mesma notícia em primeira página, faz-se desaparecer o tempo de verificação e distanciamento indispensável no jornalismo, afasta-se o rigor e o contraditório e campeia a notícia-espectáculo, a superficialidade e o sensacionalismo.

Muitíssimas vezes fabricam-se pseudo-acontecimentos, «levando o jornalismo à atrocidade», como na guerra de libertação da Argélia (1954-1962) em que um fotojornalista organizou um assassínio da OAS (Organisation Armée Secrète) 4 para garantir a «exclusividade» 5. E cada vez pior! Os pseudo-acontecimentos são criados às paletes nas agências de espionagem dos EUA: «armas de destruição em massa de Sadam», «Invasão da Venezuela», «atentados que o general Soleimani prepara» 6, são «cientificamente» organizados e tratados nos media para «justificar» os crimes imperialistas.

Todas as vezes que hoje se constatam as modernas campanhas de desinformação do poder económico-mediático sabemos que se trata de «fake news» 7, sobre «factos» e ideias «indiscutíveis», anti-comunismo e conspiração imperialista, contra os trabalhadores e os povos, contra as forças progressistas e os países que resistem. E sabemos que foram preparadas pelo algoritmo de uma rede social virtual 8, que as fez chegar a muitos milhões de utilizadores, que as replicam em massa 9, publicadas em milhões de exemplares de jornais e em milhares de rádios e televisões para a «lavagem ao cérebro» a milhares de milhões de cidadãos em todo o mundo.

Em Portugal, entre muitas outras, registe-se a campanha de mentiras, exaustivamente repetida, sobre a solução política nos quatro anos do anterior Governo PS, que nos media dominantes criou mistificações e dificuldades ao Partido: «maioria na AR», «coligação de governo», «PCP no governo» e sempre a «geringonça» que, aliás, pretendem prosseguir.

E registe-se a grande operação da TVI de campanha persecutória contra o PCP, baseada em mentiras, calúnias e difamação 10, contra o Secretário-geral, o primeiro candidato ao Parlamento Europeu e os Presidentes de Câmara de Loures e do Seixal, utilizando as armas do anti-comunismo. Foi «um ataque sistematizado ao Partido, visando atingir a imagem justamente reconhecida de trabalho, honestidade e competência que a sua acção granjeou» 11, procurando, em ano de eleições, quebrar o vínculo de confiança no PCP e mistificar o quadro político e eleitoral, com as mentiras fascisantes dos «políticos são todos iguais» e da «corrupção intrínseca à democracia». Pelo caminho do populismo e do «jornalismo justicialista» a TVI emergiu assim como «instrumento de propaganda política, ariete de projectos reaccionários e anti-democráticos 12.

Perante estes factos, confirmados pelo «fact checking» 13 da ERC, há quem argumente que «campanhas sempre houve», o que é positivamente verdade, porque mesmo antes da fundação do PCP já se dizia que os comunistas «comem criancinhas ao pequeno almoço» ou, após o 25 de Abril, que «Álvaro Cunhal vive no Ritz», etc.. Mas a questão é outra, a verdade é que as mistificações nunca foram tão obsessivamente presentes, nem servidas por media e meios tecnológicos tão sofisticados, «indiscutíveis», aliciantes e agressivos e nunca tiveram semelhante «credibilidade», com a repetição até à náusea por tantos «notáveis» da informação-espectáculo, como hoje acontece 14 nesta espécie de «ditadura mediática» 15.

No mundo e no Portugal de hoje, cada um de nós enfrenta uma montanha estratificada de preconceitos e mistificações, de pseudo-acontecimentos e pseudo-argumentos, de «famosos» e «sábios» da treta a atestar as patranhas, e sobretudo um poder económico-mediático brutal que domina uma parafernália tecnológica descomunal e cujos editores «determinam a agenda mediática, os destaques convergentes de jornais e telejornais e se imitam no silenciamento, acantonamento e desvalorização das vozes alternativas» 16, que mistificam imperativamente a realidade, para que tudo seja visto, para todo o sempre, pelos olhos e critérios do capital monopolista e do imperialismo.

Por isso é muito difícil, isoladamente, vencer todas as camadas estratificadas de mistificações e preconceitos. E também por isso o caminho é a luta, a organização e a intervenção colectiva, a comunicação, a informação e o esclarecimento do Partido.

Algumas linhas de resposta

A «mensagem» do PCP é bloqueada pela «ditadura mediática» e subvertida nos media pelos amigalhaços da política de direita, do PSD, CDS e PS, ao serviço das classes dominantes, sempre com a ajuda preciosa do BE, na «vanguarda» da ocultação do Partido e da luta dos trabalhadores. E fazem constar que «o PCP não sabe comunicar», mas é frequente que, mais tarde, outras forças venham repetir as ideias-chave da nossa mensagem. E em matéria de «copianço» destaca-se o BE, que por vezes nem disfarça – «gente séria, gente de confiança», «público é de todos, privado é só de alguns» «soluções para o País», repetem «criativamente». Isto é, os comunicadores do PCP são «péssimos», mas os que copiam o PCP são «geniais». Conclusão: o problema não é do PCP e da sua mensagem, que quanto mais acerta mais é atacada, o problema é da intermediação perversa que oculta e mistifica o Partido.

Uma montanha de mistificações esconde a realidade e molda as mentalidades, daí que a mensagem do PCP seja mais difícil de compreender, funciona com conceitos disruptivos e estranhos às ideias dominantes. Isto é, quando dizemos que não há, nunca houve «geringonça», ou que a «austeridade» não resolve os problemas do país, muitas pessoas não nos percebem ou não aceitam o que dizemos. Logo, temos de explicar e «quem explica já está a perder». A atenção dos receptores da mensagem política é de tal forma curta que mesmo que se ultrapasse um primeiro preconceito os restantes podem acabar por vencer. Mas a solução, é explicar, de forma directa e curta, vencer o desinteresse, de forma apelativa, e persistir no contacto directo, com os trabalhadores, em cada empresa, ganhar as consciências, vencer o preconceito, um de cada vez se necessário for, e persistir sempre, até vencer.

Dizia o camarada Álvaro Cunhal: «seria exagerado e inexacto dizer que as forças que dominam a comunicação social têm por esse facto já ganha a luta política, mas não é exagero dizer-se que dispõem de uma poderosíssima arma que, a não ser assim considerada e combatida, pode em certas conjunturas decidir da sua vitória» 17. Do ponto de vista do Partido, a questão está em cada momento aferir a situação, encontrar as respostas adequadas e intervir com determinação e confiança.

Assim, o Partido luta em defesa de uma comunicação social conforme ao regime democrático, que respeite a CRP, o que implica uma forte presença do Estado, revertendo a tutela e o comando monopolista neste sector estratégico e nas telecomunicações, e assegurando uma Internet, sem o controlo e a censura imperialista, mas livre e liberta do poder do grande capital.

É necessário ter presente que a informação e comunicação, essenciais na resposta e na luta ideológica, não esgotam esta batalha, ela própria expressão da luta de classes, em todos os aspectos, na escola, no sistema de ensino, na cultura, etc., em que as classes dominantes procuram legitimar a exploração e o capitalismo e execrar os ideais comunistas, desmobilizar a luta, promover o individualismo, rotular os partidos como «todos iguais», branquear o fascismo e a política de direita.

Este quadro exige uma resposta democrática ampla e impõe a intervenção organizada do Partido, confrontando a ofensiva e a ideologia dominante, cuja «reprodução e difusão entre as massas constitui obstáculo maior à formação da consciência de classe (...) e ao desenvolvimento da luta transformadora e revolucionária» 18 . Por isso, é fundamental informar e esclarecer a natureza e limites históricos do capitalismo, o papel da social democracia, a antiga e a «moderna» (para tentar salvar o sistema), o valor crucial da luta dos trabalhadores e das massas, o projecto e ideal comunista e a importância decisiva da organização e do reforço do PCP.

É indispensável considerar a comunicação, informação, imprensa, propaganda e agitação do Partido tarefas de todos os colectivos e camaradas, o que determina a urgência de melhorar ainda mais na organização, na capacidade de resposta, no conteúdo, na forma e na sua expressão – escrita, fixa, audiovisual e digital. Há muito por onde melhorar, vencer rotinas, melhorar o trabalho de direcção, «reforçar as estruturas, assegurar o planeamento e execução, a responsabilização, a formação de quadros e os meios necessários para a sua concretização a todos os níveis» 19. Reforçar e organizar o Partido sempre! E neste caso, na comunicação, informação e propaganda.

«A identidade, projecto e objectivos do Partido, a verdade, justeza e clareza das posições que assume são o ponto fulcral em que se apoia a acção de informação e propaganda» 20, o que implica, com a comunicação social, uma intervenção cuidada, firme nos princípios, sem ceder a «sound bites» e sensacionalismos, na divulgação persistente das posições e iniciativas do Partido, lutando contra mistificações, discriminações e ameaças, sempre com a ideia de que pelo PCP fala o PCP.

É a partir da análise rigorosa da realidade que a informação e propaganda do Partido deve construir a mensagem, com eficácia, visando o esclarecimento, a ligação às massas, a mobilização e o reforço da influência e organização. Isto é muito importante nas campanhas de esclarecimento e propaganda, que unificam a intervenção do PCP em todo o país. E é imprescindível que as organizações intervenham sobre os problemas das empresas, dos trabalhadores e das populações, com folhetos e instrumentos dirigidos, fazendo agitação em cima do acontecimento – optando por vezes pelo A5 em vez do boletim –, denunciando, apontando a luta, afirmando a proposta, numa posição de classe, criando condições para uma vitória, por pequena que seja. Esta é uma linha de intervenção de grande sensibilidade política, que muitas vezes se revela como elemento decisivo para o prestígio e crescimento do Partido e que importa multiplicar.

No actual quadro político e perante a continuada expansão das comunicações electrónicas e redes sociais virtuais, importa dar ainda mais atenção às páginas na internet das organizações, melhorar os conteúdos e a forma, a divulgação da intervenção, a difusão e a articulação central e regional e optimizar a intervenção. Nas redes sociais, face aos individualismos que lhe são inerentes, importa melhorar a organização, estruturação e formação de quadros. E importa valorizar o Avante!, a sua divulgação e difusão, rejuvenescer e alargar os divulgadores e aumentar a venda organizada e pública, e valorizar e alargar a divulgação e o estudo de O Militante.

Estas são algumas das mais relevantes orientações e linhas de resposta que estão colocadas ao Partido nestas matérias, como afirmou o Secretário-geral – «... no quadro de uma grande ofensiva ideológica e de propaganda do grande capital, com os poderosos meios de que dispõe, assumem ainda maior importância a propaganda e a imprensa do Partido... confiamos que... vamos conseguir! Todos nós sabemos que o caminho que estamos a percorrer não está isento de dificuldades! Facilidades foi coisa que nunca tivemos em quase cem anos de vida. Neles aprendemos que as vitórias não nos descansam e as derrotas não nos desanimam! Porque somos comunistas, porque temos convicção e um ideal, porque estamos do lado certo, do lado dos trabalhadores» 21.

Notas

(1) Resolução Política do XX Congresso do PCP, 4.9, p. 72.

(2) Media Capital (volume de negócios 182 milhões €/ano), Grupo Impresa (172 milhões), Grupo Cofina (89 milhões), Grupo Global Media (40 milhões) e Grupo Trust in News (18 milhões); Expresso, Economia, 22/09/2019.

(3) «TVE faz notícias sem jornalistas», a rádio e televisão pública espanhola chegou a acordo para utilização de um sistema de inteligência artificial, que vai fazer textos sobre a 2.ª divisão espanhola de futebol; Correio da Manhã, 02/02/2020.

(4) Organização Exército Secreto (1961-1965), organização paramilitar clandestina francesa de extrema-direita, que se opunha à independência da Argélia e que organizou atentados terroristas, incluindo contra Charles de Gaulle.

(5) «Alguém aqui foi estuprado e fala inglês?» de Edward Behr (1926-2007), correspondente, jornalista de guerra e escritor, trabalhou na Newsweek.

(6) Menos de 48 horas após o assassínio do general Soleimani, a SIC e muitas outras televisões de quase todo o Mundo transmitiram um extenso filme da BBC explicando os seus «crimes», incluindo os que foram impedidos pelo seu assassínio.

(7) «A expressão Fake News é uma contradição nos termos: se é falsa, não é notícia. Mas esta distinção é uma subtileza que não pode iludir uma realidade evidente: a recorrente existência de notícias cujo conteúdo reflecte uma intenção não de informar mas de mentir e manipular»; Fernando Correia, «Fake News e manipulação», O Militante N.º 360, Maio-Junho/2019.

(8) O caso mais conhecido é a fraude da utilização oculta de dados de 87 milhões de utilizadores do FaceBoook pela multinacional de «engenharia social» Cambridge Analytica para a manipulação de votantes na «eleição» de Trump e outras; Expresso, 04/04/2018.

(9) Após a eleição de Bolsonaro, com o apoio da IURD, do Bispo Edir Macedo, e da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, do Pastor Silas Manafá, este proclamou numa comemoração evangélica com milhares de fiéis (30/10/2018): «cada celular é uma emissão de televisão e uma editoria de jornal»; referido por Alfredo Maia no debate «A Comunicação Social e as fronteiras da Democracia», Porto, 08/03/2019.

(10) «A deliberação da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) confirma o óbvio – a campanha persecutória que a TVI desenvolveu ao longo de dois meses baseou-se, como o PCP sempre denunciou, em mentiras, calúnia e difamação», Gabinete de Imprensa do PCP, 25/07/2019.

(11) «A campanha persecutória contra o PCP», DEP/PCP, 2019, p. 5.

(12) Idem, p. 23.

(13) Termo em inglês que, em jargão jornalístico, significa confirmar e comprovar os factos e dados usados em discursos políticos, nos media e outras publicações, objectivo é detectar erros, imprecisões, mentiras e mistificações.

(14) Recentemente, numa organização local do Partido de grande tradição revolucionária, quando se discutiam as campanhas mediáticas anti-comunistas, uma militante de há muitos anos argumentou que «isso não se passa na RTP», porque um determinado jornalista é muito simpático, até me pisca o olho no fim do Telejornal.

(15) Ideia que não exprime um conceito científico nem uma definição exacta, mas que fez caminho, com notas avulsas de jornalistas e estudiosos, designadamente no Brasil, e que se reporta a um período impreciso em que à ditadura militar (1964-1985) se seguiu a «ditadura mediática», como forma de garantir o poder autoritário das classes dominantes.

(16) Jorge Sarabando, no debate «A Comunicação Social e as fronteiras da Democracia», Porto, 08/03/2019.

(17) Edições «Avante!», 1987, «Encontro de quadros do PCP sobre comunicação social», 29/11/1986, Álvaro Cunhal, p. 78.

(18) Resolução Política do XX Congresso do PCP, 4.8, p. 72.

(19) Resolução do Comité Central sobre o Reforço do Partido, 21/01/2018, Ponto II, n.º 7.

(20) Resolução Política do XX Congresso do PCP, 4.9, p. 72.

(21) Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, X Assembleia da Organização Regional de Braga, 07/04/2018.